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Perfil de amigo - 1

Felipe

 

Um dia normal na faculdade é quando eu chego cedo, discuto algo inútil com o pessoal que já está na classe e reclamamos da aula, que pode ser qualquer uma, de qualquer dia da semana, mas com certeza preferiríamos estar em outro lugar, fazendo outras coisas, afinal que alunos seríamos se não reclamássemos disso? Enfim, a noite começa assim no 3º ano de Jornalismo da UNISANTA. Bem, quase começa, porque algum tempo depois da aula ter começado (sim, o atraso é a sua marca registrada), o Felipe chega. Isso se não somos informados disso com a sonora gargalhada que já ecoa dos corredores. Mas há aqueles dias em que ele chega quieto, sempre com um fone de ouvido e com alguma coisa pra falar.

 

Nem sempre isso que ele quer falar é útil, ou conveniente para aquele momento, mas assim é Felipe Gongola. E se assim ele não fosse, nada teria a mesma graça, nem reclamar da aula do dia. Lembro como se fosse hoje do nosso primeiro dia de aula. Todos meio que nervosos em função do ambiente novo, das pessoas novas, das expectativas para aqueles que prometiam ser os melhores anos de nossas vidas e a descrição óbvia para um dos novos colegas não poderia ser outra: o Felipe era, continua sendo e será sempre o cara mais alto da classe. E toda essa altura é equivalente ao coração, e a generosidade desse canceriano. Bem, quase isso, porque só eu sei o sufoco que é arrancar um pedaço de pastel de banana dele.

 

Sabe aquelas pessoas que nasceram para serem notadas e lembradas? Então, não é preciso ser tão bom na arte de fazer noticia (e isso ele já é), mas na arte da amizade, do companheirismo, precisamos de protagonistas como ele. O Felipe pode parecer o palhaço da classe, caso você se depare com ele meio desavisado, mas só os seus verdadeiros amigos sabem que ele faz mais do fazer rir. O Felipe vê a verdade das pessoas, e o melhor lado delas. Ele sabe ser notado pelo que ele é, e não pelo o que ele quer que transpareça. Eu até poderia citar os defeitos dele aqui, mas sabe que não achei necessário, mesmo os conhecendo. Certas coisas só são importantes quando nos incomodam, e o Felipe não me incomoda em nada!

 

*

 

Exercício da aula de Estudos da Linguagem VI

E o Felipe é mesmo uma das pessoas indispensáveis nesses tempos jornalísticos... resolvi postar!

 

Ouvindo: The Kill - 30 Seconds to mars feat. Pitty



Escrito por Grazy às 11h44
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Neuras Femininas - A série

Parte 2 - A ligação do dia seguinte!

 

Sim, é um tópico interessante. Conhecemos um cara, gostamos dele e até nos arriscamos a perder algumas horas preciosas de algum sábado para um possível encontro, que até acontece de maneira agradável. Vai tudo muito bem durante toda a noite. O cara é tudo o que você sempre quis: bonito, educado, inteligente. O que poderia completar esse quadro de felicidade: uma simples ligação no dia seguinte.

 

Essa tal ligação quase sempre vem acompanhada de um convite para outro encontro. Isso já deixa bem claro as intenções do rapaz. “Eba, ele gostou de mim!”. Mas muitos são cruéis o bastante com uma garota a ponto de não ligarem. E isso é fatal pras esperanças dela, principalmente se ela realmente gostou dele. De repente, se o cara for um saco, a garota pode até deixar o telefone fora do gancho durante os próximos dias. Mas se ele for o “príncipe” ela vai dormir ao lado do aparelho. E não estou sendo retórica.

 

Alguns acham besteira, mas é legal sentir que tem alguém que pensou em você naquele dia, a ponto de gastar alguns minutos das 24 horas do dia discando um número. Não é um decreto de noivado, não chega nem a ser a garantia de um namoro. Às vezes pára por aí mesmo, mas acredito que ligar é se importar, e todo mundo gosta de alguém que se importe com você. Liga pra ela! Talvez seja melhor do que a noite anterior!

 



Escrito por Grazy às 13h18
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RELACIONAMENTOS (Arnaldo Jabor)

 

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:- 'Ah,terminei o namoro...'- 'Nossa,quanto tempo?'- 'Cinco anos...Mas não deu certo...acabou'-É não deu...

 

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos esta coisa completa. Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.Tudo nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.

 

Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...se não bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família? O legal é alguém que está com você por você. E vice versa. Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar,seu pensamento.

 

Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer...A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. Nem todo sexo bom é para descartar.

 

Ou se apaixonar. Ou se culpar.

Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?

 

*

 

Uma pequena pausa na série! Sim, mal comecei e já pausei :D

Tempo, meus queridos. Tempo!

Ser adulto realmente não é fácil Jabour...

 



Escrito por Grazy às 10h02
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Neuras Femininas - A série

Parte 1 - Engordar!

 

Sim, odiamos isso. Na verdade, abominamos. Temos verdadeiro pavor dos quilos extras. Não sei o que é pior: passar fome para não engordar ou comer e agüentar as conseqüências disso. Pra ser sincera, eu como o que bem entendo. E bastante. E talvez por isso não sou magra. Mas também não sou gorda, apenas tenho o que toda mulher que não esteja na capa do “Boa Forma” tem: um pneuzinho ali, uma celulite acolá. Mas sou feliz assim e ainda escuto um “gostosa” quando passo por uma obra. Vulgar? Nem tanto. Faz muito bem pro meu ego, e eu acabo comendo com prazer a barra de chocolate que estava me esperando em casa. E gosto de ter essa carne, de sofrer pra entrar no manequim 42, de reclamar todo santo dia que preciso emagrecer. Chega a ser uma terapia pra mim. Me preocupar em ir pra academia, me divertir lendo formas milagrosas pra emagrecer e, até, tomar um sundae rezando. Somos humanas, não? Mas vai uma dica: acho que homem nenhum gosta de meninas muito neuróticas com isso. Quando sair com ele, tenta comer mais do que algumas folhas de alface!

 

 

Bem, eu no momento só almocei um pedaço ridiculamente pequeno de lasanha. Minha consciência está pesada, após o Big Mac que eu devorei quando saí da balada na noite de ontem. Até a noite, no máximo uma sopa. Pra quê? Oras, preciso perder 3 kg até o próximo final de semana!

 

  Escutando: Sem Ar - D´Black



Escrito por Grazy às 13h12
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Bem, um mês depois eu volto aqui. Ser relapsa com esse blog já não é mais novidade pra mim, tanto que até penso em postar sempre, até semanalmente, mas quando tento decifrar o turbilhão de emoções que norteiam a cabeça dessa aquariana, desisto. Decidi por muito tempo parar de pensar só em mim, mas em como sou vista pelos outros. E cheguei a triste conclusão que a maioria desses outros me vêem de forma totalmente errônea. Mas também, quer saber? Não estou nem aí. O espelho que tem casa me revela uma morena relativamente simpática e atraente. O máximo que eles não podem ver é que quase sempre prefiro ficar em casa, assistindo Bridget Jones e devorando uma caixa de bombons com pizza. Mas acabam me vendo vestida para matar, e dançando loucamente, rodeada de pessoas conhecidas e estranhas ao mesmo tempo. Eu sou a Graziela e você não me conhece!

 

Post breve...

Logo mais volto com uma série de posts sobre coisas inúteis do universo feminino...Adoro!

 



Escrito por Grazy às 13h51
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Noite fria...

Voltando da academia ontem, vi uma loira, alta, bastante bonita, com roupas caras, mas chorando compulsivamente. A noite estava bastante fria, como tem sido a maioria das noites em Santos, e chovia. Ela continuava a chorar, meio desnorteada, sem saber bem para onde ir. Quando pensei em parar, para ajudá-la em qualquer coisa que a fizesse se sentir melhor, um homem, tão bem apanhado quanto ela, apareceu, puxou seu braço bruscamente e a jogou dentro do carro importado que estava estacionado no outro lado da rua.

 

Deviam ser namorados. Pelo menos o tom da conversa e o que se podia ouvir através dos gritos que ecoavam. Fiquei pensando em como certas situações fogem totalmente do nosso controle.

O que de tão ruim pode ter acontecido para que eles estivessem brigando daquele jeito? O que faria uma mulher como aquela se expor daquela maneira? E porque ele a tratou daquela forma? Como um objeto?

 

São perguntas que não só eu, mas que todos que presenciaram aquela cena se fizeram. Mas o maior problema está em pensarmos assim justamente porque são pessoas jovens, ricas e bonitas. Talvez se a cena fosse em uma favela e não em um dos bairros mais nobres da cidade, não seria tão espantoso. Os estereótipos são tão cruéis quanto os julgamentos livres e desprendidos.

 

Talvez uma garota não tão alta, loira ou bonita como ela não tenha motivos para chorar daquela maneira, mas assim acredita porque justamente quando se olha no espelho não vê o que deseja: uma top model. E homens nem tão charmosos, talvez sejam mais gentis com uma mulher, que, aliás, é o que deve ser. E noites frias não seriam tão tristes, como esta foi. Mas triste mesmo era o olhar dela. Ingênuo, desesperado e suplicando por uma liberdade que talvez tenha sido sufocada por tanta beleza. Já não importava mais se ela usa Fórum ou Victoria´s Secret, ou seu seus longos cabelos loiros eram hidratados com o cabeleireiro mais caro da cidade. Naquele momento ela era o olhar mais triste e pessoas que já sentiram inveja do glamour que a ronda, sentiram pena daquela solidão que exalava nos dois. Era um olhar reluzente como cristal, em um mundo feito de vidro!

 

 

Ouvindo: Na sua estante - Pitty



Escrito por Grazy às 10h28
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Todo mundo espera alguma coisa de um sábado...

Não sei bem quantos graus, mas está frio aqui. E eu estou numa preguiça monstruosa, sem ter idéia do que vou fazer com o meu sábado. Sem graça, gripado e sonolento. Mas como não moro no fim do mundo, a globalização vai acabar me ajudando a passar o tempo. Internet e televisão serão minhas companheiras, mas a mais fiel com certeza é a cama, bem quentinha por sinal.

 

Não sei de novo o que escrever. Essa semana foi estranha, com todos os sentidos possíveis e os mais impossíveis. Sabe aquela teoria de que quando se está sozinha, o mundo conspira para tentar fazer você se sentir sufocada? Então, foi meio assim. Minha popularidade esteve em alta. Mais de 60 visitas no orkut, em dois dias seguidos. O que o fim de um namoro não faz não? Pior mesmo foram os fantasmas que apareceram de todas as formas: email, scrap, depoimento e, acreditem, até pessoalmente.

 

Mas falar disso me irrita, me cansa e, principalmente, me entristece. Então vamos falar da criatividade de poetas em momentos depressivos. Porque não? Entrei no assunto agora com o Ton, e estou esperando a sua resposta. Bem, eu acredito que é totalmente válida essa regra, tomando como base a minha pessoa. Hoje, por exemplo. O blog tinha tudo para continuar desatualizado, mas veja só. Aqui estou. Estou deprimida sim (você, que me conhece, sabe o quanto eu não sou caseira aos fins de semana), e nem é por causa daquele assunto lá não. Estou doente, faz frio e está chovendo. Não tenho motivos para estar pulando de alegria, tirando ao fato de estar com um bono de doce de leite do meu lado e com um bolo de chocolate me esperando mais tarde na geladeira.

 

Ah, o Ton respondeu. Inspirador como sempre. “Isso é, precisamos de sentimentos extremos pra dizer / fazer certas coisas...”. É Antonio Carlos, você tem razão. Como sempre, diga-se de passagem. Postei no blog, mas sabe o que vou fazer agora? Escrever mais alguma coisa pro próximo post. Uma crônica talvez! :)

 

Vou assistir "Fim dos Tempos" amanhã. Não estou convencida de que vou gostar. A outra oção era "Sex and the City". Ahh, vou pensar...

 

Ouvindo: O programa do Luciano Huck



Escrito por Grazy às 14h47
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Meninas e Meninos

Bem, se você me conhece você deve saber que eu sou inquieta, extremamente teimosa e adoooooooro um shopping. Mais do que isso, fazer compras é tipo uma terapia de choque em mim. Não tem nada no mundo que me deixe mais feliz do que entrar em uma loja de bijouterias ou na C&A com o meu cartão desbloqueado. Mas mais do que isso, não preciso de amigas pra fazer isso. E acredite se quiser, prefiro uma companhia masculina. Mas não estou falando de namorados, ficantes, rolos, peguetes, e nenhum desses derivados. Amigos mesmo. Se eu for contar quantos amigos e quantas amigas eu tenho, certamente o núcleo masculino é maior.

 

Muita gente não acredita já que homem e mulher juntos é igual a sexo, na pratica. Bem, comigo essa teoria é falha. Lógico que já rolou alguma coisa com amigos meus. Isso acaba acontecendo em algum momento quando os dois estão solteiros, ou nem sempre. Mas eu gosto de amizade com homem pelo fato deles serem bem menos falsos que mulher. Além da competição natural, uma amiga sua sempre vai achar um defeito no teu cabelo ou no tamanho da sua saia, ou pior, vai achar muuuuuitas qualidades no cara que você está a fim.

 

Existem algumas que nem ligam pro cara, até que você minha amiga veja alguma graça nele. Deve ser alguma regra da natureza. Eu to falando isso como uma regra geral, mas até que com as minhas atuais melhores amigas, isso não rola. Temos gostos extremamente diferentes, e no máximo adoramos ficar olhando os nadadores da Unisanta. Mas ainda assim, prefiro pedir conselhos pros garotos da minha vida. E me arrependo muito de ter ouvido muitos conselhos femininos, quando alguns homens só me diziam pra relaxar e curtir. Homens são bem mais simples. Mulheres tendem a pensar em teorias conspiradoras. E eu acreditei também!

 

Ouvindo: Nuvem de Algodão - Exaltasamba

 



Escrito por Grazy às 09h22
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A informação tem que vir de forma simples, fácil, divertida de ser digerida. Como se fosse “colada” no leitor, e de lá não saísse mais. E essa é uma de nossas pretensões: fixar o que há de melhor em questões culturais pro jovem da atualidade, cada dia mais massacrado por informações banais, ou a total falta desta. Sem querer, juntamos nessa edição um pouco de tudo o que está acontecendo em espaços culturais, ou em até espaços públicos.

 

Apresentamos a você o Clube do Choro, uma das jóias da musica brasileira, tão estranho para muitas pessoas, e que é um dos mais brasileiros ritmos musicais. Também falamos com Calos Pinto, secretário de Cultura de Santos, que nos dará um panorama geral da situação dos espaços culturais da cidade. Para falar de música para jovens, um dos jovens mais brilhantes da musicalidade santista: Bruno de La Rosa, em um perfil delicioso de ser lido.

 

As sensações de 24 horas de pura cultura são passadas pelos nossos repórteres em uma sessão especial dedicada à Virada Cultural Paulista, que abrilhantou o centro de Santos nos dias 17 e 18 de maio. Sensações também vividas no Cineme-se, o Festival da Experiência do Cinema. Um de nossos repórteres viveu intensamente o evento e conta tudo em uma das melhores reportagens sobre cinema que você lerá. A arte de uma Bienal não poderia estar de fora. Mas a Colante! apresenta tudo que estava dentro, e quem sabe fora, da Bienal Internacional de Artes. Falando em fora, as ruas da cidade também serão um dos cenários artísticos mostrados aqui. A arte do grafite, uma das vertentes do movimento hip hop, é apresentada de forma graciosa e nada parecida com a pichação que nos deparamos pelos muros de Santos.

 

Mas como falar de cultura para jovens, sem esbarrar na Internet? E aqui não só esbarramos, mas como nos aprofundamos em blogs literários, e vamos mostrar que a nossa juventude não fica só de bate-papo no MSN. Mas como ninguém é de ferro, um passeio pela noite santista, com o nosso repórter mostrando que entende tanto de cerveja como de pianos, o bar. E nos bares das cidades, bandas que fazem a diferença. Um dia ao lado de músicos nunca é o mais normal, e na Colante! você vai entender o porquê.

 

Além disso, dicas de filmes, livros e muita música completando o cenário. Mais do que uma revista, vamos ser o seu guia, do que há de melhor na cultura da região. O mito do cultural que é chato vai ser desmistificado, e posso até não garantir que você vai gostar, mas a Colante! vai fazer a diferença em você! Palavra de editora!

 

 

*

 

Não sei bem porque quis tanto ser editora da COLANTE! (revista do bimestre na faculdade. Fazemos duas por semestre e sou a editora dessa editorial. O texto que você acabou de ler é o editorial). Eu nunca sofri tanto por causa de um trabalho. Tudo atrasado, todo mundo dando palpite naquilo que eu estava fazendo com tanto afinco e sofrimento, muito pouco tempo, etc etc etc. Tentando fazer um levantamento das últimas semanas, só posso dizer que meu coração é forte. Já vivi sensações tão diversas na vida, que ter o controle de uma revista, na qual eu precisava tirar uma nota razoavelmente alta, é recompensador de tal forma quanto um banho quente em uma tarde de inverno. Só sei que amanhã ela estará em mãos e eu me livrarei das semanas de angustia, com o medo de que algo desse bem errado. Não deu (ufaa!) e eu vou poder passar um final de semana relativamente tranqüilo! Ah, e tive tempo pra postar no blog. Impressionante não??

 

Ah, e Feliz Dias dos Namorados...principalmente pro meu, o melhor, modéstia a parte... hauahuahuaa

 

 

Ouvindo: Last Night - Puff Daddy feat. Keysha Cole  (trilha do primeiro beijo)

 

 



Escrito por Grazy às 16h24
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Eles costumam ler muito, e discutir mais ainda. Eles têm o dom da palavra e opinião formada para quase tudo. São curioso e tendem a ser falantes. Fogem da rotina, querem novidade, novos personagens que constróem a história nossa de cada dia; (nos dai hoje). Ser jornalista é andar de um lado pro outro, carregando a sempre aliada agenda de contatos. Eles trabalham até de noite. E às vezes nos sábados e domingos também. Eles trabalham sob pressão, do relógio, do chefe e da população. Eles cultuam o bom português, buscam detalhes que ninguém vê, eles têm visão crítica, treinada. Eles também investigam, narram, escrevem. Eles não são artistas, mas muitas vezes vistos como tal, não são autoridades, mas são conhecidos como 4° poder. Eles não têm o direito de errar!
Jornalismo; profissão ou destino?

 

(Algum autor ae)

 

Não sei bem se posso chamar de destino, ou até de profissão. Só sei que foi algo que praticamente caiu no meu colo. Não vou afirmar com total segurança que sempre quis ser jornalista. Era uma das coisas que me atraía. Achava legal a Fátima Bernardes, lá toda bonitona, apresentando o Jornal Nacional. Assim como também achava legal a Julia Roberts atuando em Uma linda Mulher. Eu só achava legal. Mas quando cheguei na faculdade, o “legal” se tornou telejornalismo e eu passei a entender o sistema. E pode acreditar, o trabalho do produtor da Fátima é bem mais árduo do que o do seu maquiador. O trabalho que não aparece tão diretamente na frente das câmeras me atrai mais. Não quero ser o rostinho bonitinho que apresenta o Jornal Hoje. E sim a mente brilhante que pensou aquilo. Mas não é o que eu vejo nos corredores da minha universidade. A ânsia por aparecer, por ser visto, o desespero pra gravar uma passagem. O programa universitário virou vitrine para todo mundo ali. Não que isso não tenha o seu lado positivo, mas a partir do momento que um jornalista quer aparecer mais que a notícia, algo está errado? Mas aí eu lhe pergunto: o mundo todo não está errado? Que se dane!



Escrito por Grazy às 08h03
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